Por que, Deus, levou-a para contigo?
Que saudade trago em meu peito!
Bem podias estar comigo,
Em vez de tão funesto leito!
Pudesse eu, tê-la salvado do perigo,
Mas contra desígnio divino não há jeito.
Saibas que deixaste ermo coração amigo,
Oh, se ao menos rocha fosse feito!
No belo Éden fecundo, jaz na eternidade;
Envolta por “entes”, mensageiros alados,
Protetores dos homens, sua dignidade!
Ah, ouvis-me, escutais-me “seres” calados!
Atendeis estas preces, levais-me à minha beldade!
Deixeis que unamo-nos! Espíritos apaixonados...
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